sábado, 7 de janeiro de 2012

ETERNO

Um amor sem pressa
Agora já sem culpa
Ganha asas brancas
E voa bem alto
Entre as nuvens do amanhã
Nesse dia claro

Um amor que flutua
Com o peso duma pluma
A pousar suave
Nos braços do desejo
Tranquilo e sereno

O amor que espero
Por toda manhã por um dia
Que pode ser eterno
Transpassa a barreira sublime
Do tempo
E viaja em minha alma
Imutável
Aguardando sua volta!

Aninha
28/12/11

Teimosa distância

A distância machuca a alma
As palmas das mãos
Calejam os dedos
Esse vazio pouco a pouco
Enfraquece a voz
Esfria a pele, se esvai os cheiros.
Um espaço teimoso
Como um fundo poço
Levam-te de mim
E a saudade que me rasga
Tatua seu nome na pele nua
Já tão sem cor
Nesse muro que se ergue chega tão alto
Que os olhos não veem
É como um oceano de dor
Deserto sem calor
Uma distância que se mede em novelo sem fim
Machuca meu coração
Que cansado fugiu de mim

Aninha
27/12/11

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aos quatro canto


Cada canto que olho
Uma história cada memória
Um você
Que sorri a me dizer
Adeus
Em cada canto meu pranto
Chora calado, apertado
Sua partida
E nas paredes pintadas de sina
Que nada mais me revelam
Sobrou suas mãos
Seu suor
Em cada canto da casa
Os dias de frio
Que você me aquecia
Me afundo num canto
Que me sopra seu nome
Me mostra
seus dedos cheios de dons
Que me encantam tanto
Em cada canto
vivo me lembrando
de como fui feliz!


ANINHA
26/12/11




Antes de Você

Te ofereço meu amor
É todo seu
meu ser
Dou-lhe minhas palavras um verso
Uma poesia
Te ofereço minha saudade
minha calmaria
Mostro meus outros lados
minhas lágrimas e alegrias
Te ofereço meus dias
anseios... meu seio
minhas folhas em branco
Pra você escrever o futuro
Dou a você, beijos
Minhas sede meu calor
Abro minha porta
Estico a rede
Te peço pra entrar sem medo
Lhe falo juras de amor
Te entrego minhas músicas meu cantar rouco
Minhas noites de luar
e outras várias luas
Ofereço minhas outras vidas minhas história
E o amor
que antes de você
Nunca existiu...

Aninha
26/12/11







Goles de Saudade


Casa limpa
Roupa branca no varal
Lençol esticado no ninho
As cortinas balançam
Quase posso ver o ar entrar pelas
janelas abertas!
Como asas que voam pra o céu ganhar
Dobro as roupas
Passo um café
Bebo pequenos goles
quentes de saudade!
Daquele abraço seu
Do seu olhar a me observar
Sinto um cheiro leve
que o vento soprou pra cá
Do seu halito fresco
De um beijo a pairar
No céu da minha boca
que espera você voltar!

ANINHA
27/12/11

Noite Clara

A casa fechada
Noite chegou cansada
Me estico na cama
Coberta gelada
na garganta
Reviro dum lado pro outro
Abraço o travesseiro
Que me acolhe gentil
O sono passeia
Demora por lá
O sonho não nasce
Somente a saudade
Enche o peito
tira do eixo
E como se não bastasse
O ponteiro escorre lento
As horas do tempo
Sorrateiro
que me levou você...

ANINHA
26/12/11

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Casa



Sozinha na casa
Conto passos
meus atos
Na mesa envelopes que não abri!
Leio poemas
Arrumo desarrumo
Tenho livros, discos e coisas
Tenho saudade
E um coração calado.
Pelo tempo
Noite a dentro
Dia claro!

Na casa as horas passam lentas
A chaleira apita barulhenta
Me tira o sonho
Um chá de menta
Um café amargo!
Corto o dedo nas latas...
Me tinjo de vermelho
De filme preto e branco
Um docê veneno

N a casa os dias passam lentos
Os espelhos se mostram densos
Um rosto que não reconheço
Me encosto em cada canto
Sou de pranto
Lágrima de poço!
Num cotidiano morno
Me entrego
A casa
Ela me abraça! 

 Aninha 10/12/11

Poema


Pouso meus dedos no nada
A folha branca pairada
As palavras presas na garganta
Seca...
Sedenta
Cospem versos que nada falam
Ouço o cantar de um pássaro
Latidos de cães, barulhos de carros
O tique e taque do ponteiro
Machuca por dentro
Me rouba o resto de paz!
O poema esquecido
Dormita tranquilo
Espera seu tempo, alguém lê-lo
Devora-lo com amor
Zelo.
As palavras que foram escritas
Pelas pontas dos dedos!

Aninha 12/12/11

Cotidiano

Os ruídos lá fora
O mundo anda nas pontas dos pés
Com medo de tudo
Quando era simples
Ser feliz
Sentir o vento. O mar salgado
O por do sol!
Os sons da vida...
Buzinas e faróis
O céu se esconde num cinza
Tiros. Pássaros mudos
Piche nos muros
O grito solitário, da multidão calada!
Fechada dentro de si
Enquanto isso...A vida passeia!
Pequenos crescem. Eu
As vezes choro as vezes
As vezes receio
Observo luas, as vezes tímidas
Me cubro de música!
E bebo a noite que vêm!


Aninha 20/12/11

Paredes do Tempo.

Espero cada dia um novo cantar
Uma nova rima
Escrever nas paredes tingidas
Minha história , minha sina
Rabisco novos caminhos
Misturo cores sabores
Num café amargo
Um grito de solidão!
As rugas que me tocam
Os espelhos que me cercam
Mais um inverno cai ao chão
Minha vida corre solta
Nos dedos cansados
Morrem versos esquecidos
Pelo tempo colado
Nas paredes do velho quarto!


Aninha
10/12/11

Bater a Porta


Meus gritos sem eco
Minhas poesias sem ponto final
As palavras perdidas
Em livros nunca lidos...
O tempo que escoa
Num piscar de olhos
A lágrima cai, folhas voam
Os pássaros mudos
O dia lá fora
Minha vida o agora!
Mais um dia uma hora
A espera
Do Amor bater à porta!


Aninha
10/12/11

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FLOR

Hoje sou sal mar e água
Sou fogo que queima alma!
Sou deserto, sede...
vento forte, vendaval, temporal
Sou caos, batalha perdida
tempo esquecido...pó...
Sou luz apagada
Brilhos fosco de dor
Cor amarela
Sou nuvem que passa,navega no céu
Cinza de cor!
Sou poeta sem rima
coração sem amor...
Sou mulher menina ,carente
Sou flor!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Na casa

Ser eu
Na casa só
Um café , um violão...
Na mesa um vaso sem flor
uma carta de amor.
Uma solidão
Ser eu
Fácil.
Dificíl mesmo não ser!
Um ser em mutação.
Um inverno
Mais um verão
Na casa
um vazio, na pia cacos dum prato
No olhar lágrimas em vão
Mais um dia
Um poema, música!
Ser eu...
Por que não?


Lu frizarini

sábado, 17 de dezembro de 2011

Deserto

Sentimentos perdidos no passado...
Como estar ao seu lado?
meu corpo te busca ávido!
Minha pele sedenta, se  perdeu no deserto...
Que se formou entre nós!
Eu?
Sou o arbusto que sobrevive!
Sou a cobra que rasteja em solo infértil...
Sou o que absorve o calor!
Sou o próprio deserto.
Lutando contra meus  perigos!
Me  alimentando de mim mesma.
Sentindo todo o frio da minha noite
Bebendo a água que me resta
Do amor que ainda sinto...
Seco em minha garganta!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Devaneios

Meu pensamento desajustado...
Minhas roupas em desalinho!
Meu coração desatino.
Por um nó desatado!
Por seu desamor...

Meu sentimento desbriado!
Um choro descabido...
Por ter sido descartável.
Por meus atos desmedidos

Meu olhar descolorido...
Deseja descansar.
Desvendar o que foi dito!
Sem voltar a desconfiar!

Peço desculpas por isso!
Nunca mais devo amar!

Aninha
28/11/11

 

Desabafo.


Minhas mãos estão atadas...
Meu coração doido!
Na garganta, um grito abafado...
Pelo amor não correspondido!

Meu corpo envelhecido...
Pelo tempo que correu desmedido!
A pele marca as primeiras rugas.
Meu rosto cansado...

Doei minha vida toda ao amor!
Recebi ilusão e dor...
Pelas teias do destino, me sinto traída!
Minha vida... minha sina!
 
Aninha
27/11/11

Devaneios.


A chuva veio abrandar minha tristeza!
Observo da janela sua queda fina.
Seu barulho suave, me traz calma!
Lá fora, o quintal se molha de verde...
E o abieiro ganha vida! E eu alumbramento!
A tarde cai amoral...sigo com ela meus pensamentos...
Relembro do passado , cada momento, daquele céu anil!
Do beijo juvenil! Da saudade do que não vivi!
Sinto cheiro de erva doce...
E falta do toque suave de suas mãos!
Do seu hálito a balbuciar ao meu ouvido, palavras de amor!
Me recordo saudosa o bem querer!
O tempo escoa ligeiro...Cheio de boa fé!
A chuva que molhou o céu agora dormita!
Num lampejo volto a mim...
Mas sempre a te esperar!

Aninha
27/11/11

Vento.



Vento...leva pra longe de mim!
Tudo que sinto, por aquele que não é meu.
Leva contigo meu sorriso!
meu choro leve....meu cansaço.

Vento ...leva pra ti, tudo que não dei pra ele.
Aquele beijo longo e doce!
O cheiro de paixão!
Meus carinhos e sonhos...

Vento leva contigo..pra longe de mim!
Tudo que não vivi com aquele cara!
Aquele por do sol... que vi só!
O gosto da bebida amarga!
E a música que derramou minhas lágrimas!

Vento...leva pra qualquer lugar!
Que eu não possa ver, ouvir ou sentir....
Que eu não possa recordar!
E que numa dessas suas curvas...
Eu veja tudo passar.
Leva? Vento...levar!

ANINHA
escrito 24/03/11